obrigada!

 

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Como flui o tempo….em tempo de férias!

Agora que esse período terminou e o trabalho, as responsabilidades e este espaço me esperam, verifico que foram muitos os que comentaram o último post que publiquei a fim de me desejarem um bom descanso.

Considerando que não gosto de deixar comentários sem resposta e que não tem sentido estar a responder individualmente passados tantos dias, faço-o através destas palavras… escritas por umas mãos bastante escurecidas pelo sol… sob um olhar em que ainda não se dissipou um agradável filtro em tons de céu, mar e amplos horizontes… e por uma mente que, neste momento, ainda não lhe apetece voltar à realidade e ao dia-a-dia…

É com esta verdade que agradeço os vossos comentários, certa que em breve partilharei convosco um pouco do meu olhar/sentir sobre os lugares que me receberam.

Muito obrigada a todos!

 

 

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férias!

 

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A perspectiva de alguns dias de férias e de praia sem compromissos familiares, é estranhamente inovadora na minha vida. E libertadora!

Será um tempo de tudo e de nada, mas certamente de muito descanso, mar, ondas, areia, caminhadas, amplos horizontes, aves no olhar e, espero, com um céu muito azul a acompanhar. Se aparecerem nuvens… que passem rápido, levando o nosso desejo de boa viagem!

Seremos apenas dois, tranquilamente disponíveis. Connosco, apenas a natureza, alguns pensamentos que a mente nunca deixa ir de férias…talvez outros novos e criativos… livros…papeis, caneta e aguarelas…as máquinas fotográficas de sempre…e tempo, tempo limpo e sem relógios!

O computador irá na bagagem mas sem intenções prévias, porque a mente, o corpo e especialmente os olhos precisam de descansar de monitores. Nessa perspectiva, é muito provável que não apareçam posts nem acompanhe as vossas publicações como sempre tento fazer. Mas se tal vontade surgir, discretamente aparecerei!

Desejo um bom trabalho ou descanso e….até breve!

 

 

 

o tempo e a biblioteca

 

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A evolução no sector das bibliotecas públicas tem sido enorme. Naturalmente sou levada a comparações com o que se passava há algumas décadas atrás (anos 60/70), nomeadamente no sul de Portugal, onde residia. Nesse tempo, apesar da variedade de livros juvenis disponível ser muito limitada e por vezes as leituras se repetirem, o acto de ir à biblioteca sempre foi um ritual importante.

Décadas depois, com a chegada do século XXI e de novas tecnologias, as bibliotecas adaptaram-se naturalmente a esses tempos. Hoje, sou utilizadora das bibliotecas do concelho de Oeiras, um corpo único formado por três pólos (Oeiras, Algés e Carnaxide) que é alimentado por um funcional sistema informático em rede que permite reservar a partir de qualquer computador livros, e-books, cd’s musicais ou dvd’s (filmes, documentários, etc), que, se disponíveis, em pouco tempo poderão ser levantados no núcleo desejado. Oferecem ainda um rol de recursos e de actividades, para adultos e crianças, gratuitos e servidos com muita simpatia.

Actualmente são muitas as bibliotecas integradas na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP), uma estrutura em crescimento que abrange grande parte do país e integra excelentes espaços e equipamentos. Para os que ainda não as têm, existem as bibliotecas itinerantes que espalham pequenos prazeres pelas zonas mais distantes e recônditas, o que, em pleno século XXI, não deixa de ser simultaneamente estranho e delicioso.

Se as bibliotecas do século passado foram o espaço do livro em papel, o aparecimento da internet e do multimédia permitiu uma saudável coabitação entre todos esses meios, alargando horizontes e possibilidades de escolha. A minha geração teve o privilégio de assistir a tudo isso e, curiosamente, de se adaptar com toda a tranquilidade a estas mudanças. Neste campo, como em muitos outros, diga-se de passagem.

Porque admiro imenso este “sistema circulatório de cultura” que espalha gratuitamente saber pelos recantos do meu país, acho que deve ser valorizado e lembrado.

Especialmente hoje, no Dia Mundial das Bibliotecas!

 

 

Imagem retirada do site da Câmara Municipal de Oeiras

 

 

 

poema do olhar

 

varias fotos

 

Gosto de desenhar
poesia com o olhar!

Rima a nuvem
com o céu
em seu longo deslizar…

o horizonte
com o mar
que leva o barco a navegar…

o monte
com o pássaro
no seu doce ondular…

a árvore
com a sombra
nascida para refrescar…

a flor
com a sua cor
num efémero vibrar…

e eu,
neste lugar,
procuro rimar com a vida
que a Vida tem para me dar!

 

 

(Dulce Delgado, Junho 2018)

 

 

 

amarelo e lilás

 

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Harmonioso é o elo que une o lilás ao amarelo…como é expressiva a parceria que une o jacarandá e a tipuana!

Apesar de não estar sol e, naquele dia, uma estranha luz pairar sobre a cidade, o meu olhar ficou fascinado com estas imagens que encontrou na zona de Santos, em Lisboa. Estou certa que terão provocado um sentir semelhante em muitos dos que por ali terão passado.

 

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Em certos recantos, o amarelo das tipuanas superava totalmente o lilás dos jacarandás…

 

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…sendo com este tipo de detalhes que a cidade, em tempo de festa e de descanso, vai partilhando o seu colorido com todos os que nela vivem, trabalham ou visitam!

Espero que o vosso olhar aprecie esta Lisboa!

 

 

 

 

olá verão!

 

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A repetição dos ciclos da natureza marca o tempo da nossa vida. Entre um solstício e outro passam seis meses…até ao seguinte outros seis….o que na prática significa um ano que fluiu em nós como um vento, por vezes brisa, por vezes vendaval.

Hoje, no hemisfério norte, damos as boas vindas a um novo Verão e ao dia com mais horas de luz do ano. Para outros será o oposto. E para os que vivem nos extremos norte e sul desta belíssima esfera viajante do espaço, haverá respectivamente 24 horas de sol ou 24 horas de sombra.

Nesse instante que acontece precisamente às 11h 07m de hoje, os sensores da pele e da retina de quem habita nos quatro “cantos do mundo” estarão a receber informações totalmente diferentes. A relatividade da vida está aqui bem expressa: todos estamos certos, sentindo sensações diferentes ou até opostas!
Que bom seria que esta constatação fosse bem mais ampla e abrangesse outros campos que separam a humanidade! Ou que a diversidade fosse tão naturalmente aceite!

Voltando ao tema de hoje, e ao Verão…

…nos últimos dias, uma irrequieta e instável Primavera foi surpreendida por um calor repentino, abafado, tropical e que deixou o ar quase irrespirável. O corpo não apreciou tão brusca mudança e relaxou. O cérebro, pelo contrário, activou as sinapses e os processos do pensamento mas, curiosamente, orientando-os apenas numa direcção: vontade de férias e de descanso!

Sendo o Verão um tempo de energias positivas, simbolicamente um tempo em que a luz supera as trevas, que essa imagem seja nossa mentora mesmo quando cansados e precisando urgentemente de parar e de descansar. Que se reflicta nas pequenas coisas, no detalhe, na vontade de sentir, de estar, de partilhar. De dar algo.

É esse o desejo que me acompanha hoje…aqui… neste cantinho europeu… neste recanto do mundo…neste Universo infinito em que somos apenas um ínfimo ponto….

…e neste dia em que o Verão decidiu nascer cinzento, ventoso e chuvoso em Portugal!

 

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A vida é sempre uma surpresa!

Para uns, que seja um bom Verão…e para outros um Inverno de aconchego!

 

 

 

 

natureza sem limites

 

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A natureza não cumpre regras nem proibições, especialmente no reino vegetal. A necessidade de sobrevivência leva muitas das suas espécies a adaptações ou a explorar novos caminhos, seja perfurando a terra com as raízes ou espalhando pelo ar sementes, poléns ou esporos. O objectivo final será sempre cumprir o seu desígnio, ou seja, perpetuar a vida.

Os seres vivos da imagem acima não “escolheram” um tronco de árvore ou um muro para se desenvolverem como acontece habitualmente com os líquenes, mas um sinal de trânsito localizado na estrada que liga a Cruz Quebrada a Linda-a-Velha, no concelho de Oeiras. Surpreendida, fotografei a situação e mostrei a imagem a uma amiga bióloga a quem recorro para alimentar com os seus conhecimentos científicos a minha curiosidade de leiga.

Assim…

… os líquenes são uns seres vivos que não existem só por si, uma vez que resultam da união de uma alga com um fungo. Estes dois organismos estão sempre no ar, viajam com o vento ou através da água e, caso encontrem um meio propício – húmido e com algum material orgânico onde se agarrar – podem unir-se, e aí, dar  origem a um líquen, uma forma diferente dos seus “progenitores”.

Nesta situação especifica, o material orgânico será mínimo e apenas formado por poeiras e/ou resíduos de terra acumulados em fendas, deformações e na fronteira entre as tintas/películas coloridas que universalmente dão um significado a este sinal de trânsito….e  que apenas a natureza tem o direito de não respeitar!

Fico encantada com este tipo de detalhes!

O nosso olhar tecnológico que tudo tenta abarcar através de um écran, está tão focado com o que se passa no mundo virtual que demasiadas vezes se alheia de episódios naturais que, como este, percorrem os nossos dias. Eles fazem parte da história da natureza a que também pertencemos e que, seguramente, é uma das mais belas existentes.

 

(Obrigada Lília!)