o outro lado…

mundo - ultima - Cópia

 

Não quero revolta
ou raiva
em meu sentir,
não é o caminho a seguir!

Mas ela espreita…
toca a pele
belisca o acreditar
sufoca o respirar
aperta o coração.

Reajo.

Reajo ao frio desumano
que aqui
ali
e além
mostra o lado negro do poder
e tamanha indiferença
pelo humano sofrer.

Não,
eu não quero esse sentir
negativo
em mim…

…mas questiono…

…o que dou eu ao mundo
com este discreto pensar,
e com este olhar de imaginação
e contemplação
por ondas
céu
natureza
ventos
areia
ou ar?

É algo parecido com paz…
…ou um egoísmo sem par?

 

(Dulce Delgado, Dezembro 2019)

 

 

(Imagem composta por detalhes de fotografias retiradas de diversas páginas da Internet)

 

 

 

 

diferenças

 

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Neste dia 3 de Dezembro comemora-se a nível mundial o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, data que tem como objectivo alertar para uma realidade existente e promover uma sociedade mais inclusiva a todos aqueles que são diferentes da média e que revelem dificuldades decorrentes desse facto.

A melhor forma de marcar esta data é partilhando um exemplo que recentemente me sensibilizou pela positiva e que tem a ver com a filosofia da empresa espanhola detentora da Ilunion Hotels, uma rede hoteleira em que 40% dos empregados que trabalham nos seus 26 hotéis possuem uma qualquer deficiência e ocupam funções que abrangem todo o tipo de áreas necessárias ao funcionamento da cadeia hoteleira.

Para além de tudo fazerem pelo bem-estar dos seus empregados é ainda marcante o facto de todos os edifícios estarem adaptados a utentes com deficiência, desempenhando um papel importantíssimo no âmbito do turismo acessível.

Não obstante casos semelhantes existentes no meu país, este é um exemplo a registar e, salvo a publicidade que possa estar a fazer e que sempre evito neste blog, a filosofia da Ilunion Hotels merece atenção e divulgação.

Especialmente neste dia.

 

 

 

 

árvore do ano

 

arvore

 

Tal como nos anos anteriores, solicito discretamente  a vosso colaboração na escolha da  Árvore Portuguesa do Ano, exemplar que participará posteriormente no concurso europeu Tree of the Year 2020.

Nesta votação que termina no final do mês de Novembro, pretende-se eleger a árvore que apresenta a história mais interessante, sendo certo que o olhar também terá algo a dizer nessa escolha.

É muito fácil colaborar, bastando para isso ir a esta página, ler a história das árvores a concurso e votar nos dois exemplares que vos suscitem mais interesse. Além do mais é uma forma de sabermos algo novo e sempre interessante.

Estas  árvores agradecem a vossa atenção!

 

Imagem retirada de https://portugal.treeoftheyear.eu/Vote

 

 

 

quinta dos azulejos

 

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A cultura, a arquitectura e o imaginário português estão muito associados ao azulejo, tradição importada pelos mouros e que teve grande desenvolvimento a partir do séc. XV.

D. Manuel I foi o primeiro monarca a apreciar devidamente essa arte, fazendo do Palácio Nacional de Sintra um dos primeiros locais onde eles foram usados, apesar de ainda importados de Sevilha.

Sendo um revestimento de baixo custo e com grandes possibilidades decorativas, rapidamente começou a ser produzido no nosso território e largamente aplicado. Primeiro prevaleceram os tons monocromáticos (principalmente o azul e o branco) e mais tarde os mais coloridos e a preferência por padrões mais repetitivos.

O que escrevi até aqui pretende apenas enquadrar melhor o tema do post e o jardim da Quinta dos Azulejos, espaço que recentemente visitei no âmbito do evento Jardins Abertos que decorreu em Lisboa. Localizada na zona do Paço do Lumiar esta quinta é actualmente ocupada, em conjunto com outras quintas adjacentes, pelo colégio Manuel Bernardes, uma grande escola privada da capital.

O jardim em causa revelou-se uma agradável surpresa. Insere-se na periferia de uma casa senhorial do séc. XVII que pertenceu ao ourives da casa real portuguesa António Colaço Torres. O seu interesse vem do facto de paredes, muros, bancos, colunas e outras estruturas serem integralmente cobertos por azulejos com temáticas variadas como cenas mitológicas, cenas bíblicas ou galantes, animais exóticos, etc.

As imagens não transmitem a real beleza do espaço, mas dão uma ideia do seu colorido e personalidade, para o qual também contribuem os tons outonais das lindíssimas vinhas virgens que ocupam as paredes e muitos recantos.

 

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Termino com dois detalhes que achei muito interessantes e que, na minha perspectiva, revelam o “espírito azulejar” que ali se respira. Resulta certamente de um trabalho de sensibilização do colégio para o espaço onde se insere e para a importância do espólio que detêm. Estes painéis foram muito provavelmente elaborados pelos alunos em aulas de Educação Visual.

 

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Se algum dos meus leitores tiver interesse em saber mais sobre este espaço, encontra muita informação na Internet e quiçá, até a possibilidade de uma visita ao local!