no céu…

 

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…aviões de giz
riscam aleatoriamente o azul dos dias,
por rotas que a mente desconhece
mas o olhar aprecia!

Nessas linhas, é fácil imaginar histórias…

 

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Mãe, onde vamos?

 

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Não há duas sem três!

 

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Em breve estarei nas nuvens…

 

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Ponto de fuga…

 

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No céu também há curvas!

 

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Foge nuvem, foge!

 

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Uma estrada no céu…..terá portagens?

 

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A origem!

 

Com céu em tons de azul (ou em qualquer outro tom)… desejo um excelente fim-de-semana!

 

 

(Dulce Delgado, Março 2019)

 

 

 

 

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olhar carícia

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Sem o pensar,
soube a carícia aquele olhar…

Talvez o pensar
não goste de carícias…

…e o olhar,
não goste de pensar!

 

Na dúvida…guardei o olhar!

 

 

(Dulce Delgado, Fevereiro 2019)

 

 

 

 

subtilezas de um copo…

 

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Um copo cheio…meio cheio…meio vazio…vazio..

Tanto faz. Por agora, interessa o copo.

Associemos a ele um carácter humano e uma existência mais ou menos transparente consoante a vontade de partilhar ou não o seu conteúdo.

Pode ser um copo grosseiro e resistente daqueles que saem imunes de uma queda, ou um copo frágil e sensível que ao mínimo toque fica com marcas e danos irreversíveis.

O facto de ser elegante e de belo porte, ou apenas básico e de uso comum, nada significa quanto ao que pode conter. Um copo de cristal, para muitos o mais perfeito, é beleza exterior porque anima o olhar e o tacto. Porém, pode conter um péssimo vinho ou um desagradável espumante, daqueles que quebram a boa energia a qualquer tchim tchim. Por outro lado, um copo sem estatuto pode proporcionar um momento grandioso de satisfação se, na circunstância certa, conter uma deliciosa bebida ou uma água puríssima e fresca, daquelas que alimentam o corpo e a alma.

Contudo, seja na nossa vida ou na durabilidade de um copo, um imprevisto indesejável pode levar a uma quebra. Sem retorno. O fim do tchim tchim à vida.

Neste divagar…

…tudo é tão relativo na transparência de um copo, como na opacidade da nossa dura, frágil, mas bela existência. Porque o que é ou aparenta ser, pode ser ou não. Tudo pode estar certo no lugar certo, certo no local errado, ou simplesmente tudo errado. Não há normas para a vida, apenas inúmeras hipóteses a serem conjugadas de preferência com algum equilíbrio, o objectivo porque sempre lutamos.

Neste estar, em cada “copo-vida” mistura-se realidade, desejos, sentimentos, emoções e muito, muito mais, em intensidades e proporções variáveis. Depois, ou “bebemos” esse conteúdo de forma impessoal e insípida sem perceber bem o seu sabor, ou exigimos a nós próprios o tempo, a disponibilidade, a sensibilidade e a persistência para degustar o nosso “copo” com mais ou menos moderação, mas sempre com a devida atenção.

Aprecie-mo-lo… de preferência com o espírito do “copo meio cheio”!

 

 

 

vida aventura

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Há quem aprecie insectos e quem os deteste.

Eu gosto, numa relação inversamente proporcional ao gosto que eles demonstram pela minha pele. É claro que uns são mais interessantes do que outros mas, na generalidade, aprecio a sua leveza, subtileza, resistência, função e, em muitas espécies, a beleza.

Muito recentemente, um insecto diferente dos habituais decidiu entrar em minha casa. Era noite quando o encontramos na dispensa e, parecendo morto, ficou sobre a mesa a fim de o observar melhor no dia seguinte.

De manhã, bem vivo, passeava tranquilamente na superfície onde o deixara. Percebi que era bonito, mas só a sessão fotográfica que se seguiu revelou a textura e as cores metalizadas do seu corpo. Algumas pesquisas realizadas levam-me a supor que se tratava de uma Chrysolina americana Linnaeus, 1758

Depois….

…transportado numa pequena caixa levei-o cuidadosamente para um jardim e depositei-o num canteiro com flores. Não sei se o local foi do seu agrado ou se terá ficado aborrecido pelo facto de eu contrariar o seu esforço na busca de um tecto…

…contudo, não tenho dúvida que escolheu a habitação certa para tal aventura. Para além de encontrar gente amigável que lhe poupou a vida e o apreciou, ainda foi fotografado e irá perdurar num post, algures no éter…na “nuvem”…ou por aí…

Até na vida de um insecto, há dias em que as energias e o destino estão de acordo!

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o humor dos dias

 

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Limpo
alaranjado
cinzento
ou chuvoso,
o dia acorda
lento
e silencioso.

No ar,
uma energia
que gosto de acompanhar,
com o corpo
e o olhar
num calmo respirar.

Então…

…no meu trajecto diário
e matinal
pelas margens da capital,
em vários dias parei
naquele lugar,
a fim de fotografar
a poesia
a energia
e o humor de cada dia.

Seis dias…seis imagens…

Em cada uma
um sentir
único e pessoal,
talvez alimento visual
para o humor do meu dia!

 

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Imagens captadas em Lisboa perto das oito horas da manhã, nos dias 28, 29, 30  e 31 de Janeiro e a 1 e 4 de Fevereiro, de um ponto localizado entre o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém.

 

(Dulce Delgado, Fevereiro 2019)