areia na pele

 

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Que história contariam estes grãos de areia agarrados à minha pele?

Uma história infinita
impossível
intemporal
ou talvez genial?

Que pena os grãos de areia não contarem histórias!

Porém,
todos os grãos de areia que se agarram a uma pele têm algo mais para
“contar”, porque tiveram o privilégio de sentir o calor e a energia humana, o que significa…

…que fomos um novo episódio para a sua longa e imensa história!

É simplesmente isso que devemos pensar… sempre que a areia se agarra à nossa pele e é difícil de sair!

 

 

 

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a árvore do ano

 

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A maioria das árvores são importantes para o equilíbrio ambiental. Algumas porém são especiais, tendo em conta a sua idade, porte, localização ou história, requerendo por isso atenção redobrada.

Este post é uma espécie de alerta para esse grupo de seres vivos, uma vez que permite que possamos contribuir de uma forma simples para a sua preservação e cuidado. Como? Participando na votação para a Árvore Europeia do Ano (Tree of the Year – Europe), eleição que está a decorrer até ao próximo dia 28 de Fevereiro.

Como é referido no site deste evento, esta votação tem permitido todos os anos consciencializar muitos milhares de pessoas para a natureza, focando a atenção de treze países e de treze comunidades locais para uma causa, neste caso focada na protecção de treze árvores que fazem parte da sua herança natural.

Não se pretende escolher a árvore mais bonita, mas a árvore com a história mais marcante. São portanto treze histórias da natureza que estão a concurso, sendo certo que a do nosso Sobreiro assobiador, o escolhido por Portugal e que vive em Águas de Moura no Alentejo, é uma das mais interessantes. Além de estarmos perante uma magnífica árvore!

Este concurso  tem o patrocínio da Comissão Europeia e é organizado pela Environmental Partnership Association, entidade que engloba seis países (Bulgária, República Checa, Hungria, Polónia, Roménia e Eslováquia), todos apoiantes de projectos comunitários locais com o objectivo de proteger o ambiente e de lhes dar melhores meios. Nos últimos vinte anos, esta associação cedeu 10 milhões de euros de financiamento para variados fins.

Por tudo isto e porque as árvores merecem toda a nossa atenção, não custa nada colaborarmos!

 

 

the only living boy in new york…

 

 

A frase que dá título a este post foi um dos temas do álbum Bridge over troubled water editado em 1970 pela dupla Simon and Garfunkel. Mas The only living boy in New York é também o título do último filme realizado por Marc Webb, agora em exibição nos cinemas.

Conta uma história simples, com princípio, meio e um inesperado fim, como convém a uma boa história. Fala de gente maioritariamente honesta e genuína, e fala de amor, de vários tipos de amor, seja do que se sente e mostra, do que flui no sangue e não se mostra, daquele que se dá porque mais não se pode dar, do amor vivido à distância, ou ainda do que ficou para trás e aí continua… à espera. Fala de amor, de amizade e de afectos.

É uma história-surpresa desempenhada por um grupo de actores jovens e menos jovens, como Callum Turner ou Jeff Bridges, que se desenrola ao som de numa excelente banda sonora. Pelo encadeamento, dinâmica das cenas e tipo de diálogos, pontualmente fez-me lembrar as películas de Woody Allen.

Diria que é um  filme “sem nada de especial”, mas que proporciona um momento agradável e nos faz sentir bem. Simplesmente isso.

Sendo essa uma boa sensação, deixo a sugestão!

 

 

 

dois tempos

 

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Esta imagem conta uma história, para além das histórias incógnitas de cada uma das pessoas que nela aparecem.

Entre a inauguração desta ponte sobre o rio Tejo que ocorreu em 1966 e a inauguração em 2016 do Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT), cuja fachada aparece parcialmente à esquerda, passaram cinquenta anos na história da cidade. Nasceram duas gerações de cidadãos, saímos de uma ditadura para uma democracia, o país aprendeu a respirar e a explorar o seu potencial, e Lisboa, sempre na vanguarda desse processo, acompanhou com grande disponibilidade essa abertura ao mundo.

Nesta imagem, a ponte e o museu, o passado e o presente, estão em profunda harmonia. Sente-se na cumplicidade das linhas que “desenham” ambas as estruturas, no rio que justifica a sua presença nestes locais ou, ainda, na forma como atraem o nosso olhar, que se deleita com tal elegância.

A luz que tudo envolve, não é passado nem presente, é eterna presença.

É simplesmente a luz de Lisboa!

 

 

ser imagem

 

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Antes do nascimento
somos uma imagem,
ecográfica
idealizada
imaginada
de luminosa esperança
uma ideia-criança.

Ao nascer,

saímos desse estado de matéria
etérea,
e passamos a concretos seres
humanos
emocionais
racionais
espirituais
banais ou especiais
e pontualmente ideais!

 

Passa a vida…

Chega a morte…

 

E naturalmente,
voltamos ao virtual
fluído
e intemporal
estado de imagem,
talvez recordada com saudade
presente na ausência
que habita numa moldura
envolta em ternura
que se desvanece no tempo…

…imagem história

…imagem memória

 

Ou imagem, apenas.

 

 

(Dulce Delgado, Julho 2017)