experimentações #37

Continuando a partilha de experimentações gráficas, depois do álbum elaborado em 2011 sobre as férias passadas nos Açores e já aqui publicado no último post desta série, só poderia fazer algo mais simples e menos exigente. Por isso, de uma forma muito natural em 2012 predominou a escrita intercalada aqui e ali com alguns registos gráficos, fotografias ou com aquilo que a natureza me ia oferecendo.

Este álbum abarca cerca de dois meses, englobando férias que se realizaram… férias que não se concretizaram…. e ainda outro tipo de situações familiares e sociais ocorridas nesse instável período de crise nacional e internacional. Diria que, mais do que um álbum de férias, ele é um álbum de vivências ocorridas no Verão de 2012.

Tendo em conta a quantidade de texto e as muitas folhas sem qualquer registo de outra natureza, vejo-o mais como um documento vivo do que como um album gráfico. Mas essa perspectiva não lhe tira qualquer valor emocional pois, pelo contrário, creio que até o fortalece.

Sendo este o último fim-de-semana de Novembro, que seja um tempo tranquilo e bem aproveitado por todos!

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experimentações #36

Em 2011, no âmbito da quarta visita ao arquipélago dos Açores e à ilha das Flores nasceu o álbum de férias que hoje partilho e um dos que me é mais querido.

As circunstâncias desta viagem foram muito diferentes das anteriores, seja pelo contexto familiar seja porque a disponibilidade era maior e permitiu conhecer a ilha de uma forma mais profunda e exploratória através de percursos pedestres. Foram por isso umas férias de muitos quilómetros andados, de amplas vistas, de imensos detalhes e de momentos inesquecíveis.

A viagem incluiu inda uma ida à menor ilha dos Açores – a do Corvo – ilha que juntamente com a das Flores, formam o grupo ocidental do arquipélago

Seguindo a linha dos anteriores, este álbum foi idealizado e planeado in loco à medida que os dias iam acontecendo. Alguns desenhos foram realizados no momento e possui também colagens, fotografias, elementos da flora, areia, etc.

Contem ainda um CD com os estranhos e inesquecíveis sons das cagarras (Calonectris borealis), aves que nidificam nestas ilhas e que se ouvem especialmente à noite.

Tal como noutros registos já partilhados, este é também um verdadeiro “guardador de memórias e de emoções”. E cada vez lhe dou mais valor porque, muito honestamente, creio que já não teria paciência para elaborar algo semelhante. Se a Vida e a idade nos alteram as prioridades… também nos alteram a forma de viver e de sentir as férias.

Mas como sempre gosto de acrescentar: nunca digas nunca!

pela ilha da madeira (III)

Os detalhes

…um a um, eles vão encaixando como um puzzle e formando uma realidade paralela que complementa a paisagem. São pequenos mosaicos de uma grande construção e um verdadeiro privilégio da natureza, seja nesta ilha seja em qualquer lugar do mundo.

Olhando para o solo…

…ele é o grande receptáculo da água/humidade existente. Por ele correm rios, ribeiros, canais e levadas… repousa a água das chuvas e dos nevoeiros…. assim como toda a que se condensa na vegetação em quantidades inconcebíveis.

Esse solo é por isso o cerne da vida e útero de uma imensa rede de raízes de uma flora característica e muito diversificada. Mais recentes ou centenárias, formam um verdadeiro mundo subterrâneo que espreita à superfície.

O nosso caminhar afaga-as e talvez as perturbe. Ou talvez não. Certo é que nos oferecem beleza e expressividade, mas em troca requerem atenção pois, sendo muitas vezes escorregadias… facilmente passam uma “rasteira” à nossa desatenção.

As bermas das levadas mostram uma vegetação de beleza única composta por fetos, musgos e muitas outras espécies. Deliciam o olhar dos mais atentos e estão ali para ser apreciadas.

Alguns caminhantes porém, percorrem os trilhos com tamanha velocidade que me pareceu nada verem….

Os fetos têm nesta ilha um dos seus paraísos. Abrindo-se em folhas gigantes ou de pequena dimensão, a sua presença é realmente marcante. E o seu desabrochar é e será sempre um detalhe que nos encanta.

É aqui, neste mundo dos fetos que encaixa a fotografia inicial deste post, uma imagem simbólica e onde encontro uma belíssima e solidária parceria visual entre um tronco queimado/cortado e o feto que a seu lado cresceu empaticamente. Gosto de imaginar que a solidão e tristeza deste tronco assim ficou menor…

É importante referir que a Madeira sofreu grandes incêndios na ultima década, creio que em 2010 e 2016, eventos que deixaram feridas ainda bem visíveis em vários locais.

Erguendo um pouco o olhar….

…tão ou mais expressivos que as raízes são os troncos, solo e abrigo de muitas espécies e onde naturalmente a vida ganhou novas formas. Também aqui, fungos, musgos e líquenes são uma presença que o olhar não consegue ignorar.

A beleza está na vida mas também a encontramos na morte, especialmente no reino vegetal. A expressividade das árvores e troncos secos, são puros gritos de beleza para as nossas emoções.

Diversificando o olhar é tempo de reparar nas flores, um verdadeiro ex-libris desta ilha que lhes dedica  inclusivamente uma festa em cada Primavera. Pela minha parte lamento que tantas sejam plantadas e depois cortadas para decoração desse evento. Pessoalmente isso dói-me.

Neste post apenas me interessam as flores que decoravam os caminhos por onde andamos. Foram muitas, variadas e sempre belas, na sua simplicidade ou sofisticação.

Destaco o massaroco da Madeira, uma planta endémica que marca presença em muitos lugares, especialmente de média altitude. Formam feixes de flores cónicas de tom azul-lilás e são sempre um encontro agradável sejam quais forem as condições atmosféricas envolventes.

Detalhe maior relacionado com esta ilha e que não pode realmente ser esquecido são as bananas, um fruto com características um pouco diferentes das que consumimos normalmente, uma vez que são mais pequenas e o seu gosto ligeiramente diferente.

São cultivadas em grande escala a baixas altitudes, especialmente nas vertentes e fajãs do lado sul.

Das muitas fotografias que tirei na Madeira, o foco esteve essencialmente na paisagem e na flora, mas também na fauna, temática que estará presente no próximo post desta série e que será o ultimo sobre as férias de 2022.

Mas outros detalhes despertaram a minha atenção, nomeadamente a nível da geologia, sendo com dois deles que termino este post. Fazem parte de um lote de imagens captado na Ponta de S. Lourenço, no último dia e antes de nos dirigirmos para o aeroporto. 

Escolhi-os por serem curiosos e por transmitirem um dinamismo que é real e constante neste planeta que nos recebe. Certo é que, ao observá-los, quase consigo ver o movimento daqueles núcleos a virem à superfícies e a serem “paridos” pela terra. Mas escolhi-os, especialmente, porque foram os últimos detalhes fotografados antes do regresso.   

Num silêncio pétreo, estes “filhos” daquela terra despediram-se do nosso olhar. E nós simplesmente agradecemos!

experimentações #34

São inúmeras as possibilidades de registar graficamente o que se observa/pensa/sente se o objectivo final for o guardar memórias de lugares.

Foi exactamente com essa vontade de encontrar outros caminhos que, a par de registos mais tradicionais como o desenho e a aguarela, elaborei o bloco de férias do ano de 2010. O Minho, a província mais a norte de Portugal foi a área escolhida nesse ano, região que nos proporcionou belos passeios e agradáveis momentos gastronómicos.

Neste bloco, a par de alguns desenhos utilizei igualmente recortes de postais e fotografias assim como materiais naturais que ia recolhendo por onde passava. A escrita, como sempre, foi um complemento fundamental.

Partilho a seguir algumas páginas representativas desse livro de férias.

Estes registos foram maioritariamente realizados in loco. Quando não tinha o que precisava para concretizar determinada ideia, nomeadamente fotografias ou recortes, planeava a página deixando espaços em branco para preencher posteriormente.

Recordo ainda que na altura gostei muito desta experiência de utilizar recortes por ser uma técnica bastante versátil, rápida e de me permitir “brincar” com as imagens com um certo humor.

Boa semana!

pela ilha da madeira (I)

Foram os históricos trilhos e veredas da Madeira, nomeadamente as chamadas “levadas” que nos levaram este ano a essa ilha atlântica, numas férias há muito pensadas mas, por diversas razões, ainda não concretizadas.

A percepção que o tempo passa demasiado rápido nas nossas vidas e que em cada ano a resistência física vai naturalmente diminuindo, fez-nos decidir que este seria o momento certo de conhecer através de caminhadas as entranhas de uma ilha que até aqui apenas nos mostrara aquela sua vertente mais turística e acessível de carro.

Pela sua localização, na ilha da Madeira as zonas mais montanhosas e situadas essencialmente a norte são bastante chuvosas, pelo que a água abunda em toda essa região, brotando de inúmeras nascentes.

Sendo este vital elemento mais escasso a sul, desde o séc. XV que os habitantes locais começaram a hercúlea tarefa de orientar essa água através de canais que percorrem as encostas das montanhas num deslizar mais ou menos suave, passando inclusivamente por muitos túneis escavados na rocha. Muitas inserem-se em vertentes de grande declive, tornando-se difícil compreender como foram aí implantadas. Sabe-se contudo, que muitos homens morreram na construção destas estruturas, obra que se prolongou até ao séc. XX.

Estes canais “domesticados”, a par das ribeiras que seguem de uma forma natural, formam um imenso aparelho circulatório que permite que a água chegue a quilómetros e quilómetros de distância para posteriormente ser gerida com responsabilidade e democraticamente aproveitada por todos para a agricultura.

Nas muitas pesquisas que fiz antes de férias li que existem cerca de duzentas levadas na ilha, totalizando mais de 2000 Km. Isto permite perceber a importância que conquistaram ao longo dos séculos na tarefa de gestão da água e dos solos cultiváveis. Em média, esses canais terão talvez entre 50 a 90 centímetros de largura e, uma mesma levada, pode ter alturas/profundidades diferentes consoante a zona por onde passa. Por vezes correm em declives acentuados através de escadarias, dando origem a uma ruidosa sequência de cascatas. Em resumo, são uma fabulosa obra de engenharia tendo em conta a orografia da ilha e as circunstâncias em que se inserem.

Lateralmente a essas levadas existe um espaço para circulação, a chamada “esplanada”, que varia muito em largura, sendo por aí que os trilhos foram maioritariamente traçados. Nos percursos que realizamos, com grau médio de dificuldade (não fizemos nenhum considerado dificil), o cruzamento de caminhantes não criou problemas de maior, apesar de haver muitas zonas em que o espaço disponível era bastante estreiro. Nessas situações há que perceber previamente onde parar ou encostar de modo a evitar situações de instabilidade ou desequilibrios.

São percursos que exigem atenção e cuidado, especialmente porque os terrenos têm muitas raízes e são escorregadios devido ao excesso de humidade. Mas não os sentimos como perigosos, seja porque os trilhos estão muito bem sinalizados, seja por existirem protecções estáveis e seguras nos locais adjacentes a precipícios. Essencialmente, é necessário ter muito respeito pelas caracteristicas do lugar onde estamos.

Outro tipo de trilhos existentes na ilha são as chamadas “veredas”, percursos onde a água pode não estar directamente presente, mas são igualmente muito bonitos. Neles encontramos imagens encantadoras e quase mágicas, especialmente de majestosas árvores,

A grande magia dos percursos desta ilha está na paisagem mas especialmente na flora exuberante e endémica que os envolve, a chamada floresta Laurissilva da Madeira. Ocupa cerca de 20% do território e pelas suas características, foi englobada na lista de lugares do Património Mundial Natural da UNESCO.

Foi portanto neste contexto de uma natureza quase “histórica” que passamos os primeiros nove dias das nossas férias…

… entre muito verde e água, envoltos em sol, nuvens, nevoeiro e também alguns chuviscos

… deixando entrar no olhar vastos lugares e detalhes encantadores

…acumulando nas pernas e no corpo dezenas de quilómetros, muitas subidas e descidas, mas tudo envolto num saudável e doce cansaço

… e especialmente sentindo uma imensa alegria e gratidão por, dia a dia e na altura certa, termos cumprido sem contratempos um dos itens presentes na nossa “lista de desejos”.

Em próximos posts voltarei a estas férias, com outras perspectivas, detalhes e mais imagens.

(As fotos onde eu estou presente foram captadas pelo meu companheiro Jorge Oliveira)

regressada de férias…

…. faço nestes dias um evidente esforço para me integrar no trabalho e em certas rotinas indispensáveis, sendo certo que este tempo absurdamente quente, irrespirável e inquietante que vivemos torna tudo mais complexo. Amiúde a minha mente envolve-se em imagens refrescantes como esta obtida no final das férias, detalhe que me recorda outros momentos igualmente frescos vividos nas ultimas semanas.

Em breve voltarei também à “rotina” do Discretamente. Assim como existe uma re-adaptação ao trabalho, também com calma e discrição me sintonizarei com a blogosfera, seja como autora seja como leitora.

Tal como me desprendi de tudo nestas ultimas três semanas, também o blog foi englobado nessa “limpeza”. Esqueci-o completamente, pelo que terei que fazer uma “revisão da matéria” pois, honestamente, não me recordo o que estava em projecto ou tinha possibilidade de ser partilhável. Preciso mesmo de me encaixar nos dias…

Por hoje, limito-se a agradecer os votos de boas férias deixados por muitos de vós no último post que publiquei há três semanas. Muito obrigada a todos.

Para já, apenas posso dizer que foi um excelente período de descanso (e de um saudável cansaço também), que oportunamente partilharei convosco.

Bom resto de semana!

de férias!

Como sempre tem sucedido no meu período de férias, o Discretamente também irá descansar temporariamente para um qualquer virtual lugar longe de mim.

Esta mudança de estação levar-me-á por aí, por caminhos e descanso, entre verdes e mar, e com os sentidos bem alerta. Preciso muito de tranquilizar as emoções da vida e as preocupações com o mundo, algo que quase três semanas em contacto com a natureza deverão certamente ajudar.

Assim, neste ultimo dia de Primavera e em véspera de mudança de estação, desejo um bom Verão a uns e um tranquilo Inverno para outros. E desejo especialmente melhores noticias para o mundo e para todos nós!

Um abraço e até meados de Julho! 🤗🌳😎🌞⛱🍉

experimentações #33

Durante alguns anos centrei-me essencialmente nos álbuns “por aí” como os partilhados no último post desta série.

De vez enquanto surgiam algumas intranquilidades criativas, inquietações que no final de 2008 aumentaram muito, a par da sensação de estar “demasiado parada” e de precisar de crescer um pouco mais.

Comecei também a sentir que o caminho não estaria nos traços que povoavam o meu imaginar como acontecera até então, mas que precisava de saber desenhar melhor o que via, de perceber racionalmente a relação entre as formas/volumes, perspectivas, sequência de planos, etc. Percebi igualmente que precisaria de muito, muito treino até eventualmente sentir que sabia realmente desenhar. Adquiri então alguns livros que me deram dicas importantes e comecei com um treino intensivo que consistia em fazer um desenho por dia o que, verdade seja dita, nem sempre foi cumprido com rigor.

Ao centrar-me na realidade tudo começou a ser alvo do meu olhar e a ser desenhado. Utilizava a caneta para não apagar nada e assim perceber a evolução. E depois foi insistir, insistir e insistir, como consiste no geral qualquer treino.

Os blocos foram sendo preenchidos, ficando aqui apenas alguns exemplos desse treino visual e manual.

Nesse ano de 2009 voltei a fazer um bloco com registos de férias, o que já não acontecia desde 2003. Completamente diferente dos anteriores, ele foi de certa forma uma continuação dos desenhos diários para os quais eu estava “programada”. A grande diferença é que os alvos escolhidos estavam maioritariamente no exterior. 

Na última imagem, as duas páginas do bloco estão preenchidas com registos rápidos de pessoas em movimento, algo para mim extremamente dificil, quer naquela altura quer agora.

Falta-me uma boa memória visual capaz de captar a posição dos corpos em acção como uma imagem fotográfica que depois seria transposta para o papel. Precisaria realmente de muito, muito treino até conseguir registos que exprimissem a naturalidade/espontaneidade dos corpos e das expressões a ele associadas. Porém, até hoje não me apeteceu fazê-lo. Talvez um dia, quem sabe.

Neste momento assumo totalmente essa incapacidade relativamente a algo que, na minha perspectiva, caracteriza e define um verdadeiro desenhador.

experimentações #32

Qualquer concretização é sempre gratificante, mas se for algo saído da nossa criatividade, o sentimento que fica pode ser de equilíbrio, de satisfação e de ficarmos “saciados”. E se o tempo e a energia despendidos nessa construção foram marcantes, é possível que se necessite de um período de descanso…ou de nada… tal como acontece com os atletas depois de uma corrida ou jogo.

Foi precisamente isso que eu senti depois de três anos seguidos a fazer livros de férias (partilhados nos últimos três posts desta série). Senti que não precisava nem queria mais…a não ser descansar!

A realidade mostrou-me que ao partir para umas férias com essa “construção” em mente, a atenção era redobrada e o “material” necessitava ser recolhido, mesmo que não tivesse antecipadamente nada na ideia. Certo é que, se tal atenção e gestos não existissem, seria muito mais difícil a sua construção. Ou seja, comecei a sentir que precisava mesmo de relaxar nas férias e de não estar com qualquer preocupação. Queria apenas férias.

Então nos anos seguintes não fiz álbuns como os já aqui partilhados, mas iniciei outro tipo de empreendimento que ainda hoje, dezoito anos depois, tem continuidade: comecei a fazer álbuns descritivos, com fotografias tiradas quer por mim quer pelo meu companheiro e desenhos apenas muito pontuais. Muitíssimo menos exigentes que os anteriores, abarcavam períodos de férias (volumes únicos) e especialmente aqueles pequenos passeios de todo o ano realizados a dois, em família ou inseridos em grupos, mas também exposições e outros eventos que a memória gostaria de um dia recordar.

A esses álbuns chamamos carinhosamente os nossos “Por aí”, uns magníficos auxiliares de memória já com milhares de fotografias e muitas informações adicionais que neste momento ultrapassam os cinquenta volumes (foto acima). O facto de estarem catalogados por data e lugar permitem encontrar sem dificuldade o que se deseja. Também o percorrer aleatoriamente as suas páginas é sempre um delicioso refrescar de recordações e de emoções.

Com as “experimentações” propriamente ditas em stand by, entre 2004 e 2008 tudo o que fiz foi dar continuidade a estes álbuns e fazer os habituais postais/desenhos para oferecer em aniversários e/ou datas festivas a família e a amigos. Nessa altura realmente não precisava de mais nada.

Deixo agora, como amostra, algumas páginas dispersas desses álbuns “Por aí”.

Creio que eles terão continuidade nos meus/nossos dias, enquanto a Vida e a saúde o permitirem.

Boa semana!🍀


experimentações #31

Em 2003 concretizamos durante duas semanas uma muito ansiada viagem à Irlanda. Sendo algo fortemente desejado, vivido e sentido pelos dois, o livro que daí resultou foi em parceria, ou seja um registo com características algo diferentes dos anteriores já partilhados. A meu cargo ficou a descrição geral da viagem e a parte gráfica, escrevendo o Jorge pontualmente a sua versão/comentário a determinados momentos ou situações.

No final tínhamos o nosso livro, o único realizado em conjunto. Mas aquela viagem, que exigiu muito tempo de preparação pelos recursos envolvidos e que no final foi tão gratificante, merecia transformar-se numa recordação especial e palpável para toda a Vida.

Seguem-se algumas páginas das quase cinquenta folhas que ele engloba.

Este album foi, é e sempre será um recanto inesquecível e muito querido para nós!