gratidão e paz

Ao sol pedi…
…aquece-me

Ao vento…
…leva-me

À chuva…
…refresca-me

Ao amor…
…abraça-me

E por fim,
à Natureza e à Vida…
…tudo agradeci!

(…inclusive o menos bom, mas que sempre vale de aprendizagem!)

Dia 21 Setembro 2020 – Dia Mundial da Gratidão e Dia Internacional da Paz
Gratidão também é Paz!

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A viagem que anualmente promoves em tempo de aniversário será este ano bastante diferente, pois não haverá aviões, aeroportos ou cidades a explorar.

Em tonalidades bem mais intimistas viverás a tua primeira viagem como mãe por estes ciclos anuais que marcam a nossa Vida. Nesse novo estado sentirás as rotinas e o cansaço próprio de quem cuida e alimenta um filho com três semanas, mas terás certamente detalhes inesperados e momentos diferentes do habitual. E neles viajarás com os sentidos mais atentos e uma imensa ternura à flor da pele!

Pela minha parte, agora de mãe para mãe, um obrigada por teres nascido, um abraço bem apertado…. e um poema!

 

Ser Mãe,
é viajar por um trilho
de experiências novas
e profundas descobertas.

Com o teu filho
irás percorrer prados de ternura
e brincadeira,
caminhos semeados de dúvidas,
cansativas subidas,
atalhos surpreendentes,
florestas de insegurança…

…e alcançarás uma nova visão
da Vida
sem subires a qualquer montanha!

Rirás com detalhes mínimos
e chorarás por pouco
ou nada.
E viverás desconhecidas emoções
como se os teus sentidos,
corpo
e pele,
habitassem um novo mundo
de sentimentos
e sensações.

Neste caminho partilhado
procurarás rios
de informação
para te saciar os medos  e as dúvidas,
mas logo perceberás
que a melhor resposta a essa sede
estará em ti,
no teu coração
e sempre na tua intuição.

Ser mãe
é esta viagem em poucas palavras.
Mas ser mãe não são palavras,
é algo imenso
intenso
e de um Amor sem fim!

 

 

(Dulce Delgado, 1 Setembro 2020)

 

 

 

 

lisboa… entre margens

 

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Inaugurada há precisamente 54 anos (1966), a sua elegância une margens e suspende sobre o rio uma belíssima obra de engenharia. Como via estruturante, a Ponte 25 de Abril é um elo de ligação e um detalhe fundamental da capital.

Diariamente, a partir da margem norte do Tejo, o meu olhar percorre-a sem se cansar…..leva-me ao cimo dos seus pilares….mergulha vertiginosamente no rio….conhece as suas dinâmicas ao longo do dia….e aprecia o seu magnífico recorte no perfil maior da cidade.

Na Lisboa de hoje, este meu olhar e o olhar de tantos outros, agradecem a sua presença, beleza e função!

 

 

 

 

curiosidades

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Existe o Dia do Pi que se comemora a 14 Março (3/14)… e existe o Dia da aproximação de Pi que se comemora hoje, ou seja, o dia em que a data numérica mais se aproxima do valor de 3,1415926…que lhe é atribuído.

Convertendo este dia 22 de Julho em números, teremos 22/7…o mesmo que 22:7… cujo resultado é 3,1428…um número muito semelhante ao valor de Pi, inclusive nas duas primeiras casas decimais.

Se em Março 2019 foi uma surpresa descobrir que havia um dia para este infinito número e até lhe dediquei um poema, agora a admiração aumentou ao saber que também existe o Dia da Aproximação de Pi.

Este Pi……π……ou 3,14…..tem, indiscutivelmente, uma dinâmica misteriosa e envolvente, pois só isso justifica a sua capacidade em ocupar anualmente dois dias do nosso gregoriano calendário. 

Definitivamente, gosto deste Pi!

 

 

 

um verão diferente

 

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Um tanto em contradição com a liberdade e com a vontade de exteriorização que o caracteriza, o Verão chegará hoje às 22 horas e 44 minutos de “máscara”, um tanto tímido, meio desconfiado e visivelmente inseguro quanto à forma como será vivido neste setentrional hemisfério.

Em conversa prévia com uma Primavera ainda bastante ressentida do choque vivido nos últimos meses, ele sabe que encontrará alguma contenção de gestos e atitudes, e um distanciamento que está longe da sua filosofia de vida, baseada na liberdade, na socialização, na proximidade, nos gestos fáceis, no convívio e…quantas vezes até no espírito “todos ao molhe e fé em Deus”.

Para uma grande maioria mais consciente, este será um Verão comedido e seguramente mais contido que os anteriores, seja pela forma menos calorosa de nos manifestarmos, seja pelo olhar ao canto do olho que daremos em muitos momento a fim de manter aquela segurança exigida e recomendável. Para outros porém, haverá excessos, pouco cuidado e obviamente  mais riscos associados.

O Verão percebeu durante esse diálogo entre estações que estará no seu tempo a possibilidade de se alcançar o desejado ponto de equilíbrio, como somatório de muitas atitudes conscientes e, claramente, de um desejado bom senso. Que esperemos exista.

Circunstâncias mais complexas encontrará o Inverno no hemisfério sul que hoje o recebe, já que o frio que sempre o acompanha será um factor adicional de risco. Então, que a sul como a norte, que o bom senso impere. Em prol de todos.

Que seja então o melhor Verão… ou o melhor Inverno, consoante a geo-localização do olhar que chegou a este ultimo parágrafo!

 

 

 

 

o que é nosso

 

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No complexo contexto económico em que vivemos a solidariedade entre países é importante, mas neste momento é fundamental que todos apostemos um pouco mais no recanto onde nascemos. Como portuguesa, creio que apostar naquilo que é fabricado e produzido em Portugal nunca foi tão urgente como agora. Este é o nosso terreno, tem as nossas raízes e precisa de nós. Como tal, nunca serão demais os alertas que nos orientem para uma mudança de paradigma na forma de comprar/adquirir produtos.

Tudo começa no acto de verificar a etiqueta/rótulo antes de comprar, assim como na opção pelo comércio local/pequeno comércio, em regra mais associado a produtores de proximidade. Mas não só. Os tempos mudaram e outras formas de comércio são agora banais, pelo que muitos produtores e fabricantes nacionais apostaram e/ou reforçaram a venda dos seus produtos por meios digitais. Vejamos alguns exemplos:

 

Não vivendo o corpo só de alimentos, são muitas as áreas de actividade em que é possível apostar no fabrico nacional. Seguem-se alguns exemplos:

 

Longe de mim fazer qualquer publicidade neste blog. Apenas estou focada no termo made in Portugal e estas marcas são representativas desse princípio. Muitas outras poderão ser encontrados na plataforma afabricaportuguesa, apenas acessível através do Instagram e que abrange diversas áreas

O mesmo tipo de pensamento deverá acompanhar os portugueses que este ano pretendem e podem fazer férias, dando preferência ao nosso país e ao seu enorme potencial. Dessa forma estaremos directamente a contribuir para a manutenção de muitos postos de trabalho. Não será essa uma boa premissa a ter em conta no momento de desfrutar as nossas férias?

 

(Apesar deste espírito em “apostar no que é nosso” já estar presente em muitos portugueses, relembrar e actuar em conformidade é o mínimo que todos podemos fazer)

 

 

 

 

 

 

malmequer

 

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No Dia da Espiga de 2018 publiquei um texto sobre este evento, acentuando os laços afectivos e as recordações a que ele me leva. Não gostando de me repetir e sendo hoje novamente esse dia, fica o link para esse post caso algum leitor esteja interessado em ler.

Contudo, volto a este tema numa outra perspectiva e centrando-me na flor do malmequer, uma das que compõem o ramo da espiga e que simbolicamente representa a riqueza, um termo amplo e de várias leituras. Relembro…

…a riqueza material

…riqueza anímica

…riqueza interior

…riqueza moral

…riqueza afectiva

…riqueza criativa

…riqueza de olhar

…muita riqueza disponível para ser partilhada, exteriorizada, espalhada, assimilada, etc., e aqui simbolicamente representada na fotografia que inicia o post.

Pode ter tanto para dar um campo de malmequeres!

 

 

 

 

duendes e afins…

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Ao ler que a 13 de Maio, hoje portanto, se celebra o Dia do Duende, não resisto a lhes dedicar algumas linhas. A eles a todos os seus amigos que adquirem vários nomes consoante as mitologias em que se enquadram.

Parece que estes seres-energia são muito pequenos, gostam de se vestir de verde e são extremamente rápidos a ponto de se tele-transportarem. Apreciam as nossas casas, são muito travessos e gostam de se meter com os humanos, ora para os ajudar ora aprontando das suas e atrapalhando os nossos dias. Enfim, podem ser uns anjinhos ou uns pequenos diabinhos!

Tendo em conta estas características, gosto de imaginar que eles nos acompanham e que de vez em quando circulam pela casa num espreitar invisível, actuando no escuro da noite ou mesmo em plena luz do dia. De que modo?

…mexendo nos livros e tirando-os da ordem

….fazendo cair objectos sem razão objectiva

…mudando coisas do sítio

…escondendo objectos em lugares que a memória não lembra ou totalmente absurdos

…e adorando sujar o que acabamos de limpar!

 

No entanto, na sua versão de “anjinhos” …

 

…levam-nos a encontrar/descobrir o que há muito procurávamos

…fazem-nos reparar em detalhes que levarão a encontrar soluções ou a compreender situações

… são uma espécie de interruptores que nos “dão luz”

…e são despertadores da nossa intuição!

E quando em silêncio se riem  à nossa volta deixam-nos bem dispostos…e quando estão chateados, deixam má energia no ambiente…

 

Sim, meu caro leitor, eu sei que estou a divagar e que tudo isto é/pode ser justificável com as nossas distracções, com os actos falhados que todos temos ou pelo duelo entre o consciente e o inconsciente de que somos palco. Porém…

…é muito mais engraçado pensar que uma boa parte dessas situações se devem à presença atrevida desses seres que se escondem nos cantos das nossas casas. E que se riem de nós, e que jogam às escondidas connosco e que fazem partidas…

Então…

…porque não mantermos este olhar um pouco mágico sobre a Vida, sobre os dias e sobre a passagem do tempo e, com humor, duvidarmos das nossas certezas, aceitarmos as nossas falhas e principalmente, que somos apenas mais uma forma de energia que circula no meio de tantas outras?

Porque não?

 

 

(Desenho e texto de Dulce Delgado)

 

 

 

 

 

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Dooois? Onde estás?

– Quem me chama?

– Eu, o Seis. Anda aqui!

…?

– Senta-te aqui a meu lado!

O Dois senta-se pouco convicto à direita do Seis. Este último sorri e diz:

– Chegou a tua vez de ficar aqui deste lado. O Um foi ontem embora e tu és o seguinte. Não posso ficar sozinho, preciso de me encostar a ti durante um ano…

– E eu tenho que ficar quietinho?

– Sim. Podes espernear mas não sair…

Sentado mas inseguro, o Dois está surpreso e sente-se estranho. Fica silencioso, reflecte, medita… e momentos depois mais consciente da situação diz:

– Ok, se chegou a altura de eu ficar um ano a teu lado e ambos um ano na vida da Dulce, então devemos cumprir o melhor possível essa missão. Já estivemos juntos há muito tempo, quando eu estava no outro lado… éramos mais novos….e tínhamos todos outra energia. Agora, com um pouco mais de experiência tudo devemos fazer para tornar os próximos 365 dias de vida da nossa amiga saudáveis, criativos, afectivos, atentos, de partilha e tranquilos, apesar de se vislumbrar um ano de fortes emoções já que será avó pela primeira vez e está muito feliz com isso. Temos que tentar que tudo corra bem!

– Vamos a isso, diz o Seis! Sejamos então uns simpáticos Sessenta e Dois!

 
Discretamente e com muito carinho, agradeço a intenção do 6 e do 2…dos 62…e desejo com esperança, emoção e do fundo do coração que tais palavras se concretizem e sejam uma realidade!

 

 

(Dulce Delgado, 7 Maio 2020)