hoje…

…após acordar e ainda muito estremunhada, deparei-me com esta imagem quando cheguei à janela. E pensei: que belo presente para começar o dia!

Fui buscar a máquina fotográfica e tirei estas fotos apreciando calmamente o momento. E posteriormente pensei: porque não partilhar este presente?

Um bom dia para todos!

de volta (II)

O corpo e a mente não acompanham ao mesmo ritmo o regresso ao trabalho no pós-férias.
O primeiro adapta-se melhor e rapidamente reaprende as rotinas…mas a mente, bem mais dispersa, vagueia entre esses dois tempos num saltitar irrequieto que apenas o passar dos dias permite tranquilizar um pouco mais.
Como sempre me acontece, mais uma vez estive dentro desse filme em modo bem activo. Por vezes até cansa esse  “deambular” sem sair do mesmo sitio…

Entretanto, a transição vai acontecendo porque a realidade se impõe e exige atenção e concentração. Contudo, não obstante este voltar à realidade, de vez em quando surgem sentires…imagens…detalhes que nos levam a esses dias…..

…a visão da maré baixa (que adoro!)
…os longos areais e os passeios matinais à beira-mar
…o primeiro banho de mar do dia, logo bem cedo e que nos faz sentir em comunhão com a Vida e com tudo!
…dormir na praia (tão bom!)
…o sabor de inesquecíveis bolas de Berlim
…a satisfação de degustar deliciosas sardinhas assadas


…e aquele dolce far niente que só os dias de férias permitem!

E há um momento, muito especial e bem diferente deste tipo de sentires que não desaparecerá da memória: o da imagem que inicia este post!

Este guarda-rios pousou a pouco mais de dois metros do observatório onde nos encontrávamos no parque Ambiental de Vilamoura. Vi-o, mas logo me escondi parcialmente para que o meu companheiro, em boa posição e já com a máquina ligada o pudesse fotografar devidamente.

Dada a proximidade do tronco em que esta pequena ave se encontrava, se naquele exacto momento eu ligasse a minha máquina, certamente ele voaria pois são aves muito assustadiças e que reagem ao  mínimo gesto ou som em seu redor.
Para nosso deleite, ele permaneceu alguns segundos naquele tronco. Virou-se para um lado, depois para outro e foi lindo, pois nunca tínhamos visto esta espécie tão próximo e com tanto pormenor. Não o fotografei, é certo, mas não tenho pena. Por vezes é importante saber parar e não querer demais…para que não se perca tudo.

Fico muito feliz em partilhar esta imagem captada pelo meu companheiro. É dele, mas indirectamente também é minha. E ambos sabemos que este silencioso momento das nossas férias nunca será esquecido!

cinco anos!

Já aqui partilhei o quanto aprecio um belo prado, seja pela liberdade que concedem à sua própria natureza, seja por acompanharem naturalmente o ritmo das estações do ano e, especialmente, por serem espaços abertos e repletos de possibilidades. Talvez por isso, neste dia em que faz precisamente cinco anos que publiquei o primeiro post no Discretamente, apetece-me divagar sobre a natureza de um prado e com ele fazer uma analogia.

O sentimento que me invadia no dia 28 de Abril de 2016, era algo semelhante à sensação de ter um pequeno terreno pela frente mas não saber se seria bom ou se nele cresceria algo. E especialmente questionava-me se ele seria o lugar mais propício ao desenvolvimento da minha vontade de partilha criativa.

O tempo foi passando, as estações do ano e a vida acontecendo, as emoções e sensações brotando….assim como o prazer e a alegria de ver nascer “naquele terreno” um pouco de tudo. Assim, ao longo destes cinco anos e muito para além do que eu alguma vez possa ter imaginado, brotaram 625 posts que incluíram centenas de textos, 145 poemas, 160 desenhos, assim como muitas centenas de fotografias, tudo de autoria própria.

Se estou grata por ter dado a mim própria a oportunidade de avançar com o objectivo de superar muitas inseguranças e intranquilidades criativas, estou ainda mais grata por ter uma filha que me ajudou na construção do blog e ensinou a lidar com a plataforma WordPress. Estou igualmente agradecida a todos os que me têm acompanhado, comentado, incentivado e que, de certa forma, já fazem parte da minha “outra família”. A todos discretamente agradeço.

Por fim, que a vida me permita continuar a apreciar e a “regar” com alegria este prado imaginário!