verão

Olho amiúde para o céu….sol….lua…ou estrelas que este meu olhar abarca….e ainda para este chão que me recebe e onde me agarro por umas raízes invisíveis e penso:

Como pode esta “bola gigante” – e ainda por cima ligeiramente achatada e inclinada – que roda sobre si a 460 m/segundo (na zona do equador) e circula em volta do sol a uns incompreensíveis 30 Kms/segundo……não perder o “tino” e a orientação e, com uma precisão impressionante permitir calcular os fenómenos/ciclos daí resultantes e que se repetem dia-a-dia, mês-a-mês, ano-a-ano…

…como o nascer e o pôr-do-sol … os eclipses… ou as estações do ano…

Foi precisamente às 04h 32m da madrugada de hoje que começou mais um Verão neste hemisfério norte onde estão as minhas virtuais raízes. Significa que esta metade do planeta terá o seu dia mais longo, que vai receber mais intensamente os raios solares e que naturalmente iremos adaptar os nossos dias e o nosso corpo a essa circunstância. Assim como a nossa mente, que logo desliga um pouco da rotina e entra de certa forma em “tempo de férias” e de vontade de descanso.

Somos simultaneamente assistentes e participantes desta harmonia/sintonia do Universo, algo pouco consciencializado pela maioria de nós na rotina dos dias, mas algo imenso e quase mágico que, só por si, deveria ser suficiente para que o termo ”respeito” estivesse na base de todas as nossas atitudes e decisões.

E neste respeito incluo o que deveremos ter com esta “bola gigante” em todas as vertentes com ela relacionadas….mas igualmente o respeito entre nós, humanidade que a habita, porque realmente não somos mais do que uma ténue “poeira” espalhada sobre ela.

Essa é uma verdade que esquecemos vezes demais.

A todos, neste dia de solstício, desejo o melhor Verão (ou o melhor Inverno)!

momentos especiais

 

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Hoje, ao fim da tarde, o céu ofereceu este espectáculo a quem se encontrava na zona oeste/ noroeste da cidade de Lisboa. O sol e as nuvens brincaram e criaram um segmento de arco-iris que se abriu numa espécie de portal … triangular … e estrategicamente localizado.

Não sei se a natureza quereria dizer algo a estes estranhos tempos. Talvez sim. Ou talvez não.

Eu prefiro pensar que sim!

 


 

Como este fenómeno começou e evoluiu:

 

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Depois… rapidamente terminou!

E eu agradeci!

 

 

 

dia extra

julho 89 abc

De quatro em quatro anos um rasgo no tempo deixa entrar mais um dia, o 29 de Fevereiro, a fim de ajustar o nosso calendário ao movimento de translação da terra. Estamos perante um dia que só voltará a dar um ar da sua graça 1460 dias depois e por isso, talvez um tempo com problemas de identidade ou, pelo contrário, talvez demasiado seguro e confiante por ser diferente dos demais.

Sendo o primeiro 29 de Fevereiro que visita discretamente este blog, não poderia deixar de marcar o evento e dar-lhe alguma atenção. Neste recanto de Portugal onde vivo, ele nasceu bastante mal disposto, cinzento e muito chuvoso. Talvez por uma questão de adaptação a uma situação que é para ele tudo menos rotineira…

Mas tudo passa na vida e também no humor do tempo, pelo que a perspectiva é de alguma melhoria, esperando-se que as restantes horas deste dia incomum se espreguicem por um céu entre o azul, o sol e as nuvens.

Gostaria de voltar a referi-lo daqui a quatro anos. Significaria que tanto eu como o blog persistíamos no tempo… que eu me estaria quase a aposentar… que……que…….e que…

Entretanto…

…vou à vida para aproveitar as horas que o relógio ainda me oferece neste dia!

 

Um bom 29 de Fevereiro para todos!

 

 

 

apenas sintra!

 

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Não sou apreciadora de nevoeiro, talvez pelo desconforto e humidade penetrantes que silenciosamente nos oferece. Prefiro realmente o sol, o céu azul e as detalhes limpos de cada estação.

Reconheço contudo a beleza de um lugar quando se envolve com as nuvens e se aconchega nos nevoeiros, especialmente se esse lugar for um recanto de emoções como é para o meu sentir a Serra de Sintra.

Percorrer os seus caminhos em dias brancos permite perceber de uma forma mais marcante o contorno e a expressividade de cada árvore ou ramo, estejam estes  íntegros, quebrados ou procurando o afago de outros.

Neste branco respirar apenas o verde ressalta. Aqui, ali ou além. Ele é dono deste lugar e de imensos detalhes de vida que a água alimenta perante o nosso olhar.

 

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(Apesar de já aqui ter abordado os nevoeiros de Sintra em palavras e imagens, sempre volto a eles……como eles sempre voltam a este belo lugar!

 

(Dulce Delgado, Dezembro 2019)