no céu…

 

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…aviões de giz
riscam aleatoriamente o azul dos dias,
por rotas que a mente desconhece
mas o olhar aprecia!

Nessas linhas, é fácil imaginar histórias…

 

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Mãe, onde vamos?

 

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Não há duas sem três!

 

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Em breve estarei nas nuvens…

 

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Ponto de fuga…

 

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No céu também há curvas!

 

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Foge nuvem, foge!

 

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Uma estrada no céu…..terá portagens?

 

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A origem!

 

Com céu em tons de azul (ou em qualquer outro tom)… desejo um excelente fim-de-semana!

 

 

(Dulce Delgado, Março 2019)

 

 

 

 

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o sonho

 

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Em verde e azul
entra um poema no meu olhar…

No verde da terra
um barco,
sonhando um dia talvez navegar.

No azul do céu
uma nuvem,
branca
leve
e fluída…

Será esta nuvem…
…o sonho pairando no ar?

 

 

(Dulce Delgado, Janeiro 2019)

 

 

 

aquele lugar…

 

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Ao ultrapassar a realidade, a imaginação tem algo de mágico e de maravilhoso.
Sem esforço, nessa viagem tudo alcançamos, contornamos e criamos. Os olhos da mente elaboram planos, resolvem situações, alteram comportamentos e criam lugares… por vezes maravilhosos. Certamente que haverá por aí muita imaginação menos prosaica e mais destrutiva que a minha, mas tal não interessa para o tema.

Nos meus sessenta anos de olhares, muitos sobre o céu e as nuvens, foram imensos os momentos que me cativaram e alimentaram a imaginação. Mas nunca encontrara aquele lugar já imaginado, aquele lugar de linhas desenhadas e fluídas… misto de montanha e cidade…uma espécie de mundo paralelo habitado de horizontes e de infinito….

Encontrei esse lugar, recentemente, ao amanhecer.
Estava ali, à espera do meu olhar. Fiquei parada, vidrada e maravilhada. Registei o momento com emoção e depressa percebi a sua efemeridade, porque num dos extremos, o ritmo de dispersão das nuvens era evidente. Minutos depois tudo se alterou e desapareceu. Ele não estava ali só para mim, mas eu estava sensibilizada para o encontrar.

Há momentos na vida em que um detalhe faz toda a diferença.
Por vezes, circunstâncias diversas provocam uma quebra de energia e uma maior dificuldade em manter o habitual positivismo, sendo fácil surgir o sentimento de estarmos a “atraiçoar” a nossa verdadeira natureza. Um sentir um pouco absurdo, porque somos humanos e nada é linear nem igual nesta vida. Mas nesses momentos de maior fragilidade, essa mesma Vida é perita em nos “oferecer” momentos especiais, por vezes absurdos para os outros, mas muito simbólicos para nós. Como foi este, ou outros já ocorridos na minha vida.

Ele significou que…

… não há impossíveis
… não podemos desistir de acreditar/esperar/encontrar
… é importante manter o foco, um “horizonte”, mesmo que o caminho seja por vezes mais complexo
… na altura certa aparecerá algo que nos alerta/ estimula/ questiona e ajuda
… e que é fundamental manter-mo-nos atentos, seja com o olhar, seja com a alma!

Apenas dessa forma as energias que somos e as energias que nos cercam se poderão “alinhar” para nos mostrar de infinitas e estranhas formas aquilo que precisamos de entender/aceitar em determinado momento da nossa Vida.

 

Por vezes os relógios acordam-nos à hora certa…

 

 

 

eclipse

 

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Gosto de olhar para o céu e de apreciar o que ele me oferece, seja para alimentar a minha vertente de meteorologista ou aquela parte de mim mais sensível, “aérea”, criativa e que me leva facilmente a divagar.

As nuvens, as tonalidades do céu, o ciclo do Sol, a noite e as estrelas, ou a Lua nas suas fases, provocam-me naturalmente momentos de paragem e de quietude. Por vezes de reflexão mais profunda, dependendo da “fase” em que me encontro.

Ontem, perante a perspectiva de um eclipse de Lua total e a previsão de um céu sem nuvens, aliei-me ao evento de alma e coração, aproveitando o facto de minha casa ter uma ampla vista para oriente. Montei então a máquina fotográfica no tripé e acompanhei este momento astronómico, tendo em conta as limitações do equipamento que possuo.

Mas isso era realmente o menos importante, porque em qualquer jornal ou noticiário de hoje aparecerão imagens lindíssimas e perfeitas da Lua e do seu eclipse total. O que me agrada mesmo é o facto de ter presenciado atentamente algo que, com estas características já não se repetirá no meu tempo de vida, e de o ter registado passo a passo, o que ainda não acontecera nos meus sessenta anos de existência.

As imagens registam, mas a memória não esquecerá. E neste tempo de vida do eclipse, à medida que o sol ia iluminando a Lua pensei em muita coisa. E pensei na minha vida…na vida de cada um de nós… e na importância de tentarmos transformar e/ou sublimar em Luz aqueles lados mais escuros que nos constroem. Passo a passo… como a sequência de imagens que ontem captei.

 

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Marte, o planeta vermelho, foi o guardião da Lua nesta aventura, apenas especial para o humano olhar. Subiu o horizonte perto dela e, muito brilhante, manteve-se a seu lado após o eclipse.

Tranquilamente, a Lua, Marte e este pontinho de terra que nos abriga continuarão as suas rotas neste infinito espaço. E nós, mais ou menos tranquilos, continuaremos as nossas vidas.

 

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Que este seja um tranquilo fim-de-semana!

 

 

 

obrigada!

 

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Como flui o tempo….em tempo de férias!

Agora que esse período terminou e o trabalho, as responsabilidades e este espaço me esperam, verifico que foram muitos os que comentaram o último post que publiquei a fim de me desejarem um bom descanso.

Considerando que não gosto de deixar comentários sem resposta e que não tem sentido estar a responder individualmente passados tantos dias, faço-o através destas palavras… escritas por umas mãos bastante escurecidas pelo sol… sob um olhar em que ainda não se dissipou um agradável filtro em tons de céu, mar e amplos horizontes… e por uma mente que, neste momento, ainda não lhe apetece voltar à realidade e ao dia-a-dia…

É com esta verdade que agradeço os vossos comentários, certa que em breve partilharei convosco um pouco do meu olhar/sentir sobre os lugares que me receberam.

Muito obrigada a todos!