sol

 

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Em cada segundo, ele nasce para milhões de seres vivos deste planeta. Vinte e quatro horas por dia. Ilumina a existência, permite a vida, dá energia e é uma fonte de saúde e de inspiração.

Neste Dia do Sol, este foi o meu segundo…e esta imagem, a forma mais objectiva de reconhecer a sua importância e grandiosidade!

 

 

percursos natalícios

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Foram muitos os que lhe pegaram, miraram ou leram, mas voltavam sempre a colocá-la no mesmo lugar. Nada de diferente acontecia, pelo que não compreendia a razão de continuar naquele confuso lugar onde ninguém se interessava verdadeiramente por ela.

Inesperadamente tudo mudou. Olharam-na com mais atenção, depositaram-na num carrinho com grades e cheio de compras de todo o tipo, embrulharam-na num papel de muitas cores e, por fim, colocaram-lhe à volta uma fita vermelha com um enorme laço. Estava linda!

Rodeada de outros tão bem vestidos como ela e debaixo de uma árvore replecta de luzes que piscavam, permaneceu alguns dias e noites esperando um acontecimento que desconhecia, mas que devia ser muito importante. Feliz e cheia de esperança, viveu o melhor tempo da sua vida.

Uma noite, no meio de uma enorme confusão alguém lhe pegou.

Primeiro arrancaram-lhe o laço à força e rasgaram o papel que a cobria; depois abriram-na para retirar o seu conteúdo; e por fim, sem qualquer cuidado, atiraram-na para um canto, despida por dentro e por fora, para junto de um amontoado de outras caixas como ela,  de papéis rasgados e de laços feridos. Ninguém mais lhe prestou atenção.

No dia seguinte, deu por si num caixote no meio de muito lixo, sujidade e mau cheiro. Muito triste, pensou no porquê da sua existência e principalmente no seu fim…

….” se ao menos me tivessem levado para a reciclagem!…”

 

Com este conto, desejo-vos um BOM… e ecológico NATAL!

– A Internet disponibiliza diversas informações sobre as atitudes mais ecológicas a ter em conta antes, durante e após esta época festiva. Nesse sentido, vale a pena ler aqui o conteúdo de uma  página elaborada pela associação Quercus.

Eu diria que… se todos colocarmos os resíduos resultantes deste Natal (garrafas, papéis, caixas e embalagens de produtos alimentares) nos respectivos contentores de reciclagem e, se devolvermos à terra o que é da terra, como musgos e outras ramagens utilizadas nesta época…já estamos a dar uma boa prenda de Natal a este belo planeta!

 

 

charcos com vida

 

 

Se num passeio pelo campo encontramos um charco, contorna-mo-lo, sem lhe dar grande atenção. Porém, essas zonas húmidas, normalmente temporárias e de dimensão variável, são muito importantes pela biodiversidade e pelas espécies que deles dependem, tendo por isso um papel fundamental no equilíbrio ambiental.

Para quem gosta da natureza e aprecia o que ela nos oferece, é muito interessante saber o que caracteriza um charco, qual a sua importância, as espécies que neles habitam, informação que está disponível em Charcos com Vida.

A manutenção de charcos saudáveis exige recursos, razão porque está a decorrer uma interessante campanha de financiamento colectivo (croudfounding) intitulada Não deixes os charcos sem vida, que visa dar continuidade a um projecto iniciado em 2011 e levado a cabo pela Universidade do Porto. O vídeo acima, explica tudo sobre esse projecto e campanha.

É possível contribuir por vários meios, sendo o pagamento por multibanco um dos mais simples. O valor mínimo é de 2 euros, quantia que está ao alcance de todos, mas aceitam qualquer outro valor. A campanha decorre até 19 de Dezembro e qualquer dúvida pode ser esclarecida aqui.

Divulguem esta causa. Os charcos e a natureza agradecem!

 

 

o acordo de paris

 

Para reavivar a memória, entra esta sexta-feira em vigor o Acordo de Paris para as mudanças climáticas, aqui sucintamente explicado:

 

 

Se a postura de cada um é fundamental no cumprimento deste acordo, mais importante será a postura e as políticas dos países signatários do documento. Portugal também assinou, pelo que seria interessante um acréscimo no seu empenhamento. Como?

Deixo algumas sugestões:

  • Impedindo definitivamente a prospecção de petróleo no nosso país, para evitar a hipótese de produzirmos…aquilo que queremos combater;
  • Um forte e bem planeado investimento no transporte público, o que actualmente está longe de suceder. Como acontece noutros países, a existência de uma boa e funcional rede de transportes implicaria certamente  menos carros a circular nas cidades;
  • Incentivando a capacidade inventiva, a apetência nacional para a novidade, o know-how que já existe e obviamente os recursos da indústria nacional, para a produção e comercialização de um veículo movido a energia solar, a nossa fonte de energia por excelência;
  • A promoção e desenvolvimento dos modos suaves (andar a pé e de bicicleta);
  • Realizar campanhas de incentivo ao uso de menos embalagens, impondo regras, nomeadamente às grandes superfícies que usam e abusam desses materiais. Apesar de recicláveis, a sua produção gasta energia e é poluente;
  • E outras possibilidades, que neste momento cada um poderá estar a pensar!

 

Somos um povo aberto à novidade e de adaptação fácil. Desde sempre. Podemos resmungar um pouco de início, mas rapidamente compramos lâmpadas de baixo consumo para as nossas casas ou esquecemos os sacos grátis que eram dados no supermercado, por exemplo.  Com inteligência, a nossa classe política poderia aproveitar esta característica nacional e levar-nos a contribuir de uma forma muito mais concertada para objectivos positivos para a  sociedade, para o ambiente e para o bem estar de cada um. O nosso país é apenas um cantinho neste enorme planeta, mas podemos ser grandes quando nos empenhamos numa causa, desde que ela tenha por base a solidariedade e o coração.

 

água engarrafada

 

 

Apesar de datar de 2010, este vídeo continua bastante actual. Alerta-nos para os meandros do negócio da água engarrafada no que se refere a interesses económicos e ao marketing que lhe está associado, para além das  consequências nefastas para o ambiente.

Optar pela água canalizada, que tem a qualidade controlada na maioria dos países, é a melhor  forma de combater estes jogos pouco claros. Porém,  se pela antiguidade das habitações e da rede aí instalada sentirmos que a água apresenta alguns detritos, uma boa solução é recorrer a um sistema de filtragem, sendo o mais simples e económico os jarros com filtro. Implica um custo médio mensal de 4,50/5 euros, mas permite depurar dezenas de litros de água, quantidade suficiente para uso de uma casa de família. O valor investido será rapidamente recuperado, sendo um processo muito mais económico e menos poluente do que optar sistematicamente pela água engarrafada.

Actualmente ainda não se faz a reciclagem desses filtros em Portugal, pelo menos os da marca Brita, uma das mais conhecidas do mercado. Num contacto recente com essa empresa fui informada que esse procedimento estará para breve, à semelhança do que já acontece em Espanha.

 

por lisboa

 

O turismo invadiu a cidade de Lisboa sem pedir licença, tal como invadiu outros locais do país. O processo foi demasiado rápido para um povo que não estava habituado a turismo de massas, sendo por vezes sentido com um certo desconforto. Em Lisboa, por exemplo, no centro da cidade e zonas históricas, os lisboetas quase passaram para segundo plano, o que se sente quando se passeia nas ruas, em que pouco se ouve falar português. A sensação real é que estamos noutro país.

Para quem gosta de confusão e de gente, Lisboa está no bom caminho: tem pessoas diferentes e de muitas nacionalidades, autocarros de turismo e tuc-tucs para todos os gostos, filas para ver os monumentos ou para ir comer um pastel de Belém, e muitas outras coisas para dar resposta às necessidades dos visitantes. Tudo isto resulta da existência de roteiros minuciosos e, principalmente, da globalização da informação através da internet.

Essa mudança que todos sentimos é discutível. Se por um lado está a ajudar na economia da cidade e na recuperação de edifícios degradados para o ramo hoteleiro (aparentemente já em excesso, especialmente na Baixa), por outro, está a faltar algum cuidado na preservação de certas zonas históricas. Felizmente que para as lojas mais antigas, espaços genuínos e que fazem parte das “impressões digitais” da cidade, foi recentemente aprovado um programa de apoio e salvaguarda, em consequência de uma recomendação que a Assembleia da Républica fez ao Governo.

Sendo este um assunto complexo e controverso, deverá ser discutido com equilíbrio por especialistas. Apenas o referi aqui para melhor situar o contexto deste post, cujo objectivo é unicamente dar umas dicas de lugares calmos para quem  gosta de Lisboa mas não se dá muito bem neste “filme”. São especialmente zonas verdes, bem agradáveis e mais ou menos desconhecidas, mas todas elas proporcionam um excelente e calmo passeio.

 

Parque do Vale do Silêncio

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Mata da Madre de Deus

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Parque Oeste

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Parque Bensaúde  (actualmente tem uma área em obras)

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Parque José Gomes Ferreira – Mata de Alvalade

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Parque da Quinta das Conchas e dos Lilases

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