vento meu…

Gosto de pensar que o vento que empurra aquele barco está repleto de pensamentos e sentimentos de diversas formas, de sonhos e vontades, tristezas e desejos, alegrias e ternuras, e de muitas das energias que constroem ou destroem cada momento das nossas vidas.

A algumas dessas energias damos toda a liberdade, permitindo que o vento as leve para bem longe; outras porém, ficarão para sempre connosco, ajudando ou impedindo o nosso barco de andar.

Estará naquele “vento” algum bocadinho de mim?

5 thoughts on “vento meu…

  1. Seria óptimo se o vento levasse alguma coisa do que nos molesta e trouxesse saudade de quem nos gosta, lembranças e outras coisas boas. Mas julgo que é basta fantasia, ele chega e passa sem nos fazer caso. Contudo fica por explicar a razão por que me lembram de repente amizades de jovem, pessoas que a vida afastou e esqueci durante anos e anos. Desta vez eu justificava com a ideia de uma reaproximação que muito me agradaria, mas não sabia como concretizar. E afinal era apenas o aviso dela (de que devia ter feito caso), um pedido de ajuda, talvez; ou uma despedida, a mão estendida de dentro da solidão, não me apetece mais vida, adeus. Para a notícia foi apenas uma sexagenária encontrada morta nas rochas do Cabo Espichel. E o vento que ali ruge, o que terá levado durante os dias em que ali permaneceu….

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    1. Eu acredito que os pensamentos são formas de energia com potencial para interferirem com outras formas de energia. Mas não temos o dom de percepcionar isso da uma forma clara e objectiva como gostaríamos.
      Esse facto justifica que nem sempre estejamos atentos a detalhes e sinais que nos chegam. Mas culpabilizarmo-nos por não termos percebido, por não termos dado a resposta supostamente mais certa ou adequada… nada adianta. Os pensamentos que daí nascem martirizam, destroem e nada constroem.
      Então…
      …então é avançar… com uma nova aprendizagem às costas e acreditando que, numa situação futura com contornos similares, a atitude será diferente.

      E assim vamos crescendo. E optando. Seja por viver e tentar ultrapassar os obstáculos de todos os dias… seja por morrer…

      E o vento também continua por aí… trazendo e levando o que encontra no caminho. Fantasia? Talvez…. mas realmente, que mal fazem estas fantasias ao mundo?

      Um abraço grande Bea

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      1. Nenhum mal, Dulce. Que ao próprio, só ajudam.
        Não é culpa, é lamento. Nem creio que ela tenha pensado em mim, não nos víamos há mais de 40 anos, não fazia a mínima ideia de como encontrá-la:). Acredito, isso sim, que precisava de alguém e que sofria ( o jornal assinalou que sofria de depressão profunda por morte do marido há 2 meses). Era uma pessoa doce e serena, confiante; encontrava-se demasiado sozinha. Não é porque as pessoas me lembram que sintonizo; é porque sofrem e precisam de alguém que as goste e detenha sentimento verdadeiro e benévolo, que as entenda e responda. Julgo serem uma espécie de alertas de anjo da guarda, mas nós – eu, neste caso – somos demasiado terrenos para os entendermos cabalmente, é como se fiquemos presos nos nossos pequenos desejos e precisássemos despojar-nos de tudo para ouvir a mensagem completa. E creio ser particularidade constitutiva e não detectável na maioria dos homens. Raro a interpreto com rigor.
        Que as bem merecidas férias sejam óptimas.

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