dança de luz

 

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No último fim-de-semana a vila de Cascais, localizada na região da Grande Lisboa, iluminou-se para a 6ª edição do Festival de Luz – Lumina, que este ano teve como tema a Natureza. Neste post vou apenas referir uma das vinte obras apresentadas nesta edição porque, na minha perspectiva, foi a que melhor homenageou e valorizou a temática do festival.

Recorrendo a lasers, fumo e vento, o português Telmo Ribeiro criou numa grande área do Parque Marechal Carmona um tecto de luz e de cor formado por planos que aparentemente se moviam sobre nós, justificando perfeitamente o título Underlight que deu à instalação. Por outro lado, a intersecção destes planos com as árvores e outro tipo de vegetação existente no jardim, davam origem a um lindíssimo jogo entre a luz e a sombra.

A tecnologia, na sua mais vibrante expressão, nada tem a ver com a vibração da mãe natureza. Porém, em muitos momentos este artista conseguiu o objectivo de nos transportar até aos pólos deste planeta e simular a sensação de estarmos perante uma aurora boreal (ou austral), certamente um dos mais bonitos fenómenos naturais que se conhece.

Nunca tive o privilégio de assistir a um evento desse tipo e, sendo realista, será pouco provável que tal venha a suceder. Contudo, a experiência vivida naquele lugar e que me conseguiu deslumbrar será, até ver… a “aurora boreal” da minha vida!

 

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As imagens acima não são reveladoras da realidade porque lhes falta o essencial: o movimento. Tentei fazer um vídeo, mas não resultou. De qualquer forma, creio que o seu conjunto permite ter uma ideia das características da obra em causa.

 

 

 

 

6 thoughts on “dança de luz

  1. a arte nos aproxima da realidade. nos faz pensar, sonhar, alimentar o presente e o futuro, visitar o passado, fazer com que a vida ganhe mais sentido, mais significado. o que está dentro de cada um de nós. e quem sabe, a nossa aurora boreal. bela luz/dança que também mexeu com esse lado de cá. meu abraço, Dulce.

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    1. Que bom saber que a minha “aurora boreal” conseguiu atravessar o atlântico!
      Esta obra permitiu-me viver um momento especial e teve o dom de “preencher” essa necessidade de sonho e de sair da realidade que todos temos sempre latente.
      Muito agradecida pelas suas palavras!

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  2. Talvez o vídeo que tentaste fazer fosse idêntico ao que aqui te deixo nesta obra de Dan Archer de 2016. Será que o autor de Underligh, Telmo Ribeiro, se inspirou nesta obra? Se sim, seria honesto afirmar algures isso no programa, coisa que não vi. No programa é mencionado «“Underlight” é uma simulação da aurora boreal […]» que descreve uma situação bem próxima do título da obra de Archer “Borealis”…..hum….

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    1. Para já, que bom ver-te novamente por aqui com as tuas dicas e complementos!
      Bem…realmente a técnica desse artista que mencionas é similar ao que vimos em Cascais…só que a do video tem uma dimensão bastante maior.
      Desagradável situação essa, mas realmente nada é mencionado no programa. Acreditemos contudo que existe uma justificação plausível…
      Sendo cópia ou não…a verdade é que foi um momento visualmente muito intenso!
      Obrigada pelo comentário!

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