sobre passadiços

 

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De elemento a elemento se faz uma construção… e de tábua a tábua se constrói um passadiço em madeira, aqueles belos caminhos suspensos, ou não, que permitem apreciar a beleza de certos locais sem colidir com a sua sustentabilidade e preservação.

Apreciando as potencialidades desses equipamentos de engenharia mais ou menos complexa, já lhes dediquei um post no início deste blog. Hoje volto ao tema porque um recente período de férias permitiu-nos explorar e percorrer duas dessas estruturas, muito diferentes na construção, mas igualmente no esforço que exigem, na paisagem que as envolve e nos estímulos que oferecem aos nossos sentidos. Refiro-me aos passadiços do Paiva e aos passadiços da Barrinha de Esmoriz, ambos localizados a norte de Portugal.

Os primeiros “adaptaram-se” às encostas do rio Paiva, um rio de montanha afluente do Douro e um dos menos poluídos da Europa. É um percurso exigente pelo declive, mas que revela uma beleza muito própria que será certamente maior noutra altura do ano (na Primavera, por exemplo), em que o verde estará mais presente assim como o caudal do rio mais forte.

Neste trajecto é fundamental que a atenção seja dividida entre a paisagem e o nosso andamento porque, não obstante ser seguro e estar bem construído, nem sempre a linearidade do passadiço coincide com o grande recorte e heterogeneidade das encostas onde se adapta. Apesar da(s) protecção(ões) lateral(ais), esconde perigos para adultos mais distraídos… e para crianças, sendo da responsabilidade de quem as acompanha estar muitíssimo atento.
No total, este equipamento acompanha 8,7 quilómetros do percurso do rio. Nos extremos do passadiço existe um serviço de táxis com um preço fixo, que permite um cómodo voltar ao local de partida a todos os que não pretendem percorrê-lo novamente. Neste site, encontram toda a informação e podem efectuar a reserva de bilhetes, adquiridos pelo valor simbólico de 1 euro!

 

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Já a linearidade do passadiço da Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos, permite um passeio em total tranquilidade. Fácil para o corpo e suave para o olhar, estende-se por mais de oito quilómetros de sapal, canavial e dunas, e integra várias derivações que permitem o acesso a praias existentes na área. Atravessa o esteiro por uma elegante ponte, único local em que esse equipamento é um pouco mais elevado, destacando-se por isso na paisagem.

 

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Possui um observatório de aves, mas tem vários locais propícios à visualização de uma grande variedade de passeriformes, o que nos deu um prazer redobrado.

 

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Se os primeiros foram transpostos num dia cheio de luz e com um belo céu azul, este último foi percorrido sob um céu cinzento e algum nevoeiro. Mas vimos nesse facto uma complementaridade interessante pela diversidade de sentires e olhares que ambos nos permitiram. Porque em tempo de férias, especialmente… “se nada podes fazer a um dia cinzento…então aproveita-o simplesmente!” E foi isso que fizemos com alegria!

Termino com uma sugestão: explorem estes espaços, pois ambos proporcionam excelentes passeios!

 

 

18 thoughts on “sobre passadiços

  1. Que post mais afetivo e efetivo. Quanto de vida nesses caminhos que esses passadiços fazem viver, acontecer. Quanto de margem encontra o outro lado. Muito encontrei dessas “pontes” em minhas andanças em especial pelo Peru, Bolívia e Argentina. Mas eram em estado precário com sabor de aventura. Repito: que post afetivo e efetivo. Meu domingo ganhou lembranças maravilhosas. Muito obrigado. O meu abraço fraterno.

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    1. Neles passam passos e pensamentos, vidas, muitas emoções e olhares, tudo partilhado com a natureza.
      Estes são uns passadiços “bem comportados” relativamente a esses aventurosos e precários que calcorreou pela América do Sul. Mas há aventuras e aventuras, interessa é o espírito. E estes proporcionaram uns momentos que não esqueceremos!
      Ainda bem que este post o levou a boas recordações e a lugares de afecto.
      Agradeço as palavras e desejo uma excelente semana!

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  2. Lindo! O Outono também é rico em colorido, e então com este belo sol…apetece mesmo partir já para essa passeata no Paiva e mais tarde seguir para Esmoriz!
    Desconheço ambos, fiquei com água na boca.
    Obrigada Dulce e também ao Jorge, pelo texto e imagens.
    Boa semana.
    Abraço

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    1. Numa viagem ao teu Porto… ambos os passadiços ficam quase de caminho. Por isso, é só planeares e rapidamente alimentas essa vontade que eu agora fiz crescer em ti….
      O Outono dá o colorido à natureza…a Primavera a frescura..são certamente as melhores estações para passear. Mas houvesse disponibilidade e euros na carteira, que todas se tornavam boas!
      Obrigada pelas tuas palavras. E gosto sempre de te ver por aqui!

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    1. Estou certa que o “Sr. Nelson e a D. Isaura” vão gostar de ir até Esmoriz para um tranquilo passeio! E contrariamente aos do Paiva, pode ser que Esmoriz mostre o seu céu azul! Eu não o vi, mas ele estava lá!
      Bela reportagem a do seu post sobre os passadiços do Paiva. Não o tinha visto, também porque nessa data ainda não tinha iniciado este blog. A diferença de caudal do rio é enorme relativamente a Setembro. E quanto ao número de visitantes, uma diferença também abismal: agora estava pouquíssima gente!
      Agradeço o comentário e desejo excelentes passeios, com ou sem a D. Isaura! Adoro o nome escolhido!

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  3. Uma agradável aventura….Parabéns!
    Conheço e já percorri os do Paiva, e são de facto de perder o fôlego…. ( era um dia muito quente!) o olhar perde-se em tamanha beleza… mas foi um passeio em família, que ficará registado pela positiva.
    Apesar de viver muito perto dos passadiços da Barrinha em Esmoriz, ainda não embarquei nessa aventura…. Mas será para breve!

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    1. Percorrer os passadiços do Paiva num dia quente não deve ser fácil… apesar da beleza do percurso fazer de ponto de equilíbrio em situações mais extremadas.
      E estou certa que os da barrinha de Esmoriz também proporcionarão um bom passeio em família!
      Agradeço muito as suas palavras, a presença e a partilha de experiências!

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    1. Então avança na primeira oportunidade, pois estou certa que irias gostar. A subida que os passadiços do Paiva nos “oferecem”…é melhor do que ir ao ginásio!!
      Bj e obrigada pelo comentário!

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  4. Pingback: de regresso…

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