ontem…hoje…amanhã

 

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Na humanidade, sempre houve e haverá migrações voluntárias em busca de melhores condições de vida; já as migrações forçadas continuam a acontecer porque a intolerância é uma realidade e, para sobreviver, alguns povos fogem e deixam tudo para trás. Um dos casos mais recentes é o do povo Rohingya, em fuga de uma Birmânia que os considera apátridas e não os aceita, o que se revela como um dramático exemplo de falta de solidariedade humana.

Apesar da solidariedade e do respeito existirem sob diversas formas, não são suficientemente fortes para evitar o aparecimento da intolerância e do extremismo quando estão em causa opções religiosas, realidade que leva uma parte da humanidade ao maior absurdo: fazer da religião uma fonte de conflito. Embora a Essência seja semelhante, são muitos os que se agarram a nomes e conceitos, valorizando a forma de olhar em detrimento do Essencial, da Luz, do Divino, do que lhe queiramos chamar. E, em nome desse olhar são capazes de acusar, impor, negar ajuda, perseguir, expulsar, torturar, violar ou matar.

Pensando no dia de hoje, neste “dia-ponte” que nasceu aconchegado entre aquele que nos relembrou o fenómeno das migrações (18 de Dezembro), e o de amanhã, que alertará para a importância de ser solidário (20 de Dezembro)…

…um dia que, naturalmente, nos coloca entre duas realidades que se interligam…

…que bom seria se na humanidade nascesse também um “espírito-ponte” com o dom de harmonizar e de fomentar a paz ou, simplesmente, de ser um “fiel de balança” capaz de equilibrar conceitos, espalhar a tolerância e de construir pontes entre pessoas, princípios e pensamentos. Respeitando todos, não obstante a fé e as opções de cada um.

 

E assim, neste íntimo viver dos dias e do calendário, permite-me a imaginação um verdadeiro espírito natalício!

 

 

 

Imagem retirada de  https://news.sky.com/story/pimp-says-rohingya-plight-good-for-business-11124977

 

 

4 thoughts on “ontem…hoje…amanhã

  1. ainda tenho, jamais esquecerei, a imagem do menino sírio à beira do mar. não pode a humanidade caminhar assim, com essa intolerância em todos os sentidos e que aos poucos, e a cada dia mais violento, minando com a esperança. mas, sou teimoso, acredito que ainda poderemos viver em paz e harmonia. todos nós, cada um com seu jeito de ser, de viver, de pensar, de crer. a vida ainda nos dará esta oportunidade. meu abraço, Dulce.

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    1. Essa e outras imagens que os meios de comunicação permitem, ficam alojadas para sempre. Não são a ficção de uma sala de cinema. São uma realidade que, por muito utópico que seja, precisamos de acreditar que um dia será neutralizada e pacificada. Ou então, nada disto tem sentido.
      Obrigada pelas suas palavras e presença!

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  2. Bem atual e pertinente essa sua reflexão, Dulce!
    É fato que o homem, com repercussão nos grupos e sociedades, ainda carrega lamentável dose de intolerância. Portanto, há substancial espaço para aprimoramento. Fica a esperança de que o exemplo de Jesus Cristo e, entre outras, as mensagens trazidas nas canções Imagine e The Wonderful World reverberem cada vez mais!

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    1. Precisamos de acreditar que nesse “espaço de aprimoramento” que refere, a tolerância está na linha da frente e que existe especialmente na mente de alguns “leaders” mundiais. Talvez fosse uma boa semente que desse frutos com o tempo…
      Mas, nenhum de nós é imune. Por isso, que esse “espaço de aprimoramento” também seja nosso, todos os dias, sejamos ateus ou seguidores de qualquer religião.
      Acho que é um belo desejo para 2018!!
      Grata pelo seu comentário!

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